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Da justiça entre as nações

Citando Pompeu, Grotius (1597-1645) escreveu que “o Estado verdadeiramente feliz seria aquele que tivesse a justiça por fronteiras”, e, concluindo sua vasta e famosa obra De Juri Belli ac Pacis (1625), que “não é somente todo e qualquer Estado que é mantido pela boa fé, mas é também essa sociedade mais ampla das nações”, pois “ninguém, de fato, se alia facilmente aos que têm reputação de fazer pouco caso do direito e da boa fé”.

Artigos

RECONFIGURAÇÃO DAS CADEIAS DE SUPRIMENTO ENERGÉTICAS NA TRANSIÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS ÀS MATRIZES ALTERNATIVAS: IMPLICAÇÕES GEOPOLÍTICAS, MINERAIS CRÍTICOS E EFEITOS PARA O BRASIL

Erick C. Betat, M.Sc. em Gestão de Defesa; MBA em Logística e Supply Chain Management; MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria. 

 

RESUMO

A transição acelerada de matrizes energéticas fósseis para alternativas renováveis está reconfigurando profundamente as cadeias globais de suprimento, com novas dependências em minerais críticos – especialmente terras raras – e forte influência de choques geopolíticos como as guerras na Ucrânia e no Irã. Também se destacam a recomposição da política energética dos Estados Unidos – combinando expansão de combustíveis fósseis com incentivos à energia limpa – e a crescente contestação do regime de contratos indexados ao dólar, com avanço de liquidações em moedas locais e em renminbi. A partir de uma visão integrada de gestão de cadeias de suprimentos, economia e geopolítica, o artigo analisa como a concentração produtiva em poucos países, notadamente a China, e a reconfiguração do poder monetário global ampliam riscos sistêmicos ao mesmo tempo em que criam janelas de oportunidade para países com matriz mais limpa e vocação logística como o Brasil. Discutem?se impactos em custos logísticos, riscos de abastecimento, estratégias de resiliência (diversificação, nearshoring, estoques estratégicos, contratos de longo prazo e multi?moeda) e implicações da reforma tributária e dos gargalos de infraestrutura sobre a competitividade das cadeias brasileiras.

 

Palavras?chave: Cadeia de suprimentos. Transição energética. Terras raras. Geopolítica. De?dolarização. Brasil. 

 

1. INTRODUÇÃO 

A década de 2020 consolidou a transição energética como principal vetor de transformação estrutural das cadeias globais de suprimento, sobrepondo?se em impacto a ondas anteriores de globalização, digitalização e just?in?time. A invasão da Ucrânia em 2022 e a guerra no Irã, com bloqueios parciais no Estreito de Ormuz, expuseram a vulnerabilidade das rotas fósseis tradicionais e geraram uma terceira crise energética em poucos anos, com forte volatilidade de preços e reprecificação de risco de rotas e fornecedores. Em paralelo, o avanço de veículos elétricos, geração eólica e solar, armazenamento em baterias e eletrificação em larga escala deslocou o foco da segurança energética do barril de petróleo para os minerais críticos, notadamente terras raras, lítio, níquel, cobalto e grafite.[3][4][6][19][20][21][22][2]

Nesse contexto, gestores de cadeias de suprimento precisam integrar, de forma sistemática, variáveis de geopolítica, concentração de oferta mineral, risco logístico, arquitetura monetária internacional e regimes tributários nacionais na tomada de decisão de sourcing, localização produtiva, dimensionamento de estoques e desenho de contratos. Para países como o Brasil – com matriz elétrica majoritariamente renovável, mas logística cara e tributação complexa – compreender essa reconfiguração é condição para preservar competitividade e capturar oportunidades na nova divisão internacional do trabalho.[13][14][15][16][17][18][23][24][2]

 

2. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E RECONFIGURAÇÃO DAS CADEIAS FÓSSEIS 

A guerra da Rússia na Ucrânia forçou a União Europeia a reduzir rapidamente a dependência de gás, petróleo e carvão russos, que antes respondiam por parcela relevante do abastecimento do bloco. Planos como o REPowerEU combinaram diversificação de fornecedores fósseis, aumento de estoques estratégicos, aceleração de renováveis e programas de eficiência energética, reposicionando contratos de longo prazo, rotas logísticas e investimentos em infraestrutura. Em paralelo, o fechamento ou a incerteza em torno do Estreito de Ormuz durante o conflito no Irã bloqueou parte importante do fluxo global de petróleo e GNL (GLP), pressionando fretes, prêmios de seguro e prazos de entrega e reforçando o caráter de “ponto único de falha” de chokepoints marítimos.[4][6][19][20][25][26][27][3]

Para as cadeias baseadas em combustíveis fósseis, esse cenário induz três movimentos principais de gestão: (i) diversificação de origens – inclusive com maior uso de contratos spot e arbitragem logística; (ii) reposicionamento de estoques ao longo da malha, com mais estoques avançados próximos a clientes críticos; e (iii) maior peso de critérios de risco político e de rota nas decisões de sourcing, mesmo que isso implique custos unitários maiores. Na prática, grandes compradores passam a aceitar pagar mais por moléculas menos expostas a riscos geopolíticos e logísticos, enquanto internalizam a transição para renováveis como hedge estratégico de longo prazo.[19][20][28][29][30][31][32]

 

3. TERRAS RARAS, MINERAIS CRÍTICOS E NOVAS DEPENDÊNCIAS 

Se a era do petróleo estruturou cadeias em torno de grandes produtores fósseis, a era da transição energética está organizando cadeias em torno de poucos países com capacidade integrada de mineração, refino e manufatura de componentes baseados em minerais críticos. A China responde por cerca de 70% da extração de terras raras, aproximadamente 90% da separação e processamento e mais de 90% da fabricação de ímãs permanentes usados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e aplicações de defesa. Além disso, o país concentra a maior parte da capacidade de processamento de lítio, cobalto, níquel e quase todo o crescimento projetado de grafite para baterias, segundo avaliações recentes da IEA.[5][21][22][23][2]

Do ponto de vista de gestão de cadeia de suprimentos, essa concentração cria um paradoxo: a transição reduz a exposição à volatilidade de combustíveis fósseis e a chokepoints como o Mar Negro, o Estreito de Ormuz ou o Mar Vermelho, mas aumenta a exposição a riscos de políticas industriais, controles de exportação, disputas tecnológicas e choques logísticos concentrados em poucos hubs asiáticos. Relatórios setoriais indicam que mais de três quartos da produção mundial de baterias em 2024 foram fabricados na China, com preços até 30% inferiores aos praticados na Europa, beneficiando?se de economias de escala, integração vertical e acesso a minerais a custos reduzidos. Não por acaso, legislações e estratégias nacionais em EUA, Europa e outros países passaram a tratar minerais críticos e cadeias de terras raras como tema de segurança nacional e não apenas de política industrial.[21][22][23][31][2][4][5]

Para o profissional de SCM, isso implica reclassificar fornecedores de componentes intensivos em minerais críticos em categorias de risco elevado, demandando: múltiplos fornecedores em diferentes jurisdições, contratos de longo prazo com cláusulas de segurança de fornecimento, investimentos em reciclagem e circularidade, alianças estratégicas com mineradoras e monitoramento contínuo de riscos regulatórios e geopolíticos.[23][24][33][2]

 

4. POLÍTICA ENERGÉTICA RECENTE DOS ESTADOS UNIDOS 

Os Estados Unidos consolidaram, na última década, uma posição de liderança na produção e exportação de energia, combinando recordes de petróleo, gás natural e GNL com políticas de incentivo à energia limpa. Em 2024, o país produziu cerca de 103 quadrilhões de BTU de energia primária, exportando em torno de 30% desse total; aproximadamente 55% da produção de petróleo e líquidos de gás natural e 20% do gás natural seco foram destinados ao exterior, com Europa e Ásia como principais destinos. No segmento de GNL, os EUA se tornaram o maior exportador global, respondendo por cerca de um quarto das exportações mundiais, com volumes anuais superiores a 100 milhões de toneladas e forte expansão após 2022 para suprir a demanda europeia em substituição ao gás russo.[7][34][35]

Paralelamente, o país implementou a Inflation Reduction Act (IRA), em 2022, com mais de 300 bilhões de dólares em créditos tributários para projetos de energia limpa, veículos elétricos, manufatura avançada e eficiência, desenhados para reduzir emissões até 2030 e induzir realocação de cadeias de manufatura para o território norte?americano. Os créditos de produção (PTC) e de investimento (ITC), ampliados pela IRA, oferecem até cerca de 2,75 centavos de dólar por kWh para geração renovável elegível e até 30% de crédito de investimento para projetos que atendam requisitos de salário e conteúdo nacional. Mais recentemente, a One Big Beautiful Bill Act (OBBBA), aprovada em 2025, passou a desmontar ou reduzir vários desses incentivos, especialmente os voltados a consumidores e parte dos projetos corporativos, ao mesmo tempo em que agendas de “energy dominance” reforçam a expansão da oferta de óleo e gás e da infraestrutura de exportação.[8][9][10][36][37][38]

Do ponto de vista de gestão de cadeias de suprimentos globais, essa combinação – expansão agressiva de fósseis para exportação e incentivos seletivos para tecnologias limpas domésticas, posiciona os EUA simultaneamente como fornecedor estratégico de gás para Europa e Ásia e como competidor em manufatura de equipamentos de energia limpa. Para empresas brasileiras, isso significa um ambiente de maior competição em leilões e projetos globais de renováveis, ao mesmo tempo em que o gás norte?americano se consolida como alternativa relevante na matriz de importações de combustíveis fósseis, influenciando preços, contratos logísticos e decisões de hedge de risco de abastecimento.[26][34][35][7][19]

 

5. CONTRATOS VINCULADOS AO DÓLAR, DE?DOLARIZAÇÃO E MOEDA CHINESA 

Outro eixo crítico da reconfiguração das cadeias de suprimento energéticas e minerais é a contestação crescente do padrão dólar como moeda quase exclusiva de denominação e liquidação de contratos internacionais. Após as sanções financeiras impostas à Rússia em 2022, diversos países aceleraram estratégias de de?dolarização, ampliando o uso de moedas locais e do renminbi em comércio exterior, especialmente em energia e commodities. A literatura recente sobre BRICS mostra que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul intensificaram acordos de liquidação em moedas nacionais e discutem mecanismos de pagamento alternativos que reduzam a exposição a sanções e à política monetária dos Estados Unidos.[11][12][39][40][13]

Casos concretos incluem o aumento das transações entre China e Rússia em yuan e rublos, com parte relevante do comércio bilateral já fora do dólar, assim como o acordo de 2023 entre Brasil e China para liquidação direta em real e yuan, eliminando a necessidade de dólares em grande parte do comércio bilateral. Estudos destacam ainda o debate em torno da aceitação de yuan em vendas de petróleo do Golfo para a China e a entrada de países como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes em arranjos ligados aos BRICS, reforçando a tendência de diversificação monetária em contratos de energia. Relatos recentes apontam que, ao final de 2024, cerca de 90% do comércio da Rússia com parceiros BRICS já era liquidado em moedas nacionais, embora a transparência e a comparabilidade desses dados variem.[12][39][40][11][13]

Para a gestão de cadeias de suprimento, o avanço de contratos multi?moeda e em renminbi implica novos vetores de risco e oportunidade. Empresas passam a lidar com uma cesta de riscos cambiais mais complexa, mas, ao mesmo tempo, podem reduzir a exposição ao dólar em rotas sensíveis a sanções ou a mudanças de política monetária norte?americana. No caso brasileiro, a possibilidade de financiar e liquidar parte de projetos de infraestrutura e energia em yuan, combinada a investimentos chineses em logística e geração, tende a aprofundar a interdependência entre cadeias produtivas brasileiras e o ecossistema financeiro e industrial chinês.[17][18][39][41][5][11][12][13]

 

6. IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL E REARRANJOS DE CADEIAS PRODUTIVAS 

O Brasil parte de uma posição singular: combina uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com forte participação de hidrelétricas somada à rápida expansão de eólicas e solares, com uma logística estruturalmente cara, dependente de rodovias e com gargalos de infraestrutura e regulação. Estudos recentes estimam que os custos logísticos no país atingiram aproximadamente 15,5% do PIB em 2025, contra cerca de 12% em 2019, impulsionados por fretes rodoviários, custos de estoque e ineficiências portuárias e de armazenagem. Ao mesmo tempo, mais de 20% do diesel consumido no país é importado, com parcela relevante das importações vindo da Rússia, o que conecta diretamente a logística brasileira à geopolítica euro?asiática.[14][15][16][18]

A reforma tributária em curso, com a migração de um sistema de tributação na origem para tributação no destino, tende a redesenhar o mapa de localização de centros de distribuição, plantas industriais e plataformas logísticas. Sob o novo regime, perde relevância a guerra fiscal entre estados e ganha peso a pura racionalidade logística: proximidade de mercados consumidores, acesso a portos eficientes, conexão com ferrovias e hidrovias e capacidade de captura de sinergias modais. Nesse cenário, corredores como Santos e eixos rodoviários estratégicos no Sudeste tendem a ganhar ainda mais centralidade, enquanto ativos logísticos em regiões escolhidas apenas por incentivos fiscais podem perder atratividade.[16][14]

Para cadeias associadas à transição energética – como fabricação de equipamentos eólicos e solares, produção de baterias, fertilizantes de baixo carbono, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis de aviação – o desafio é duplo. De um lado, há oportunidade de ancorar plantas industriais intensivas em energia no Brasil, aproveitando a disponibilidade relativa de eletricidade renovável competitiva e projetos de transmissão, green hubs portuários e investimentos previstos em energia e infraestrutura até 2030. De outro, a competitividade dessas cadeias dependerá da capacidade de reduzir o “custo Brasil logístico” via concessões bem desenhadas, integração intermodal, melhoria de governança portuária e simplificação regulatória.[18][14][16][17]

 

7. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS PARA GESTORES DE CADEIAS DE SUPRIMENTO NO BRASIL 

A luz desse contexto, algumas diretrizes se destacam para gestores de SCM/SCD em empresas brasileiras, tanto em setores fósseis quanto em cadeias emergentes da transição energética: 

a) Gestão integrada de risco geopolítico, energético, cambial e de rota: incorporar cenários de bloqueio parcial de rotas (Mar Negro, Ormuz, Mar Vermelho, estreitos asiáticos) e de mudanças súbitas em sanções financeiras e regimes de pagamento em análises de risco, avaliando impactos em prazos, custos de frete, seguros, necessidade de estoques e estrutura de moedas dos contratos.[28][29][30][31][12][13]

b) Diversificação e regionalização de fornecimento: reduzir dependência de um único país para minerais críticos, componentes de alto valor agregado e combustíveis, combinando importações de múltiplas origens, acordos de longo prazo e, quando economicamente viável, iniciativas de nearshoring ou friend?shoring para países da região.[22][42][2][5][23]

c) Estratégia para minerais críticos e terras raras: mapear a exposição da empresa a componentes intensivos em terras raras, lítio, níquel, cobalto e grafite; renegociar contratos com foco em segurança de fornecimento, cláusulas de força maior e, quando fizer sentido, diversificação monetária; avaliar participação em consórcios, joint ventures ou programas públicos voltados à mineração responsável, reciclagem e reaproveitamento de materiais.[24][43][1][2][23]

d) Gestão de contratos multi?moeda: desenvolver capacidades internas de tesouraria e gestão de risco cambial para lidar com contratos em dólar, euro, yuan e moedas locais, construindo políticas que considerem custos de hedge, exposição a sanções e objetivos estratégicos de longo prazo.[39][11][12][13]

e) Alinhamento com políticas públicas e incentivos: monitorar programas nacionais de transição energética, de hidrogênio verde, de modernização de infraestrutura logística e de crédito verde, de forma a posicionar projetos da cadeia de suprimentos para captura desses incentivos, inclusive em parceria com capitais estrangeiros.[42][16][17][18]

f) Redesenho de footprint logístico pós?reforma tributária: reavaliar a malha de fábricas, centros de distribuição e hubs de consolidação à luz do novo sistema tributário, priorizando proximidade com grandes mercados, acesso a corredores logísticos eficientes e redução estrutural de lead times e estoques.[14][16]

 

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A transição energética em curso não é apenas uma mudança de tecnologia de geração; é uma reconfiguração profunda de cadeias globais de suprimento, de relações de dependência entre países, de lógica de localização de ativos industriais e de arquitetura monetária internacional. Os choques provocados pelas guerras na Ucrânia e no Irã funcionam como testes de estresse desse novo sistema, ao mesmo tempo acelerando a busca por matrizes mais limpas e seguras e expondo fragilidades nas cadeias de minerais críticos, nos fluxos de combustíveis fósseis e na dependência de contratos indexados ao dólar. Nesse ambiente, a política energética norte?americana, que combina liderança exportadora em fósseis com incentivos direcionados à energia limpa, e a crescente utilização do renminbi e de moedas locais em contratos internacionais tornam?se variáveis centrais para qualquer análise de riscos e oportunidades em supply chain.[9][10][20][2][3][4][7][8][11][12][13][19][23][24][28][39]

Para o Brasil, a combinação de matriz relativamente limpa, abundância de recursos naturais e potencial logístico o coloca em posição de vantagem relativa, mas essa vantagem só se materializará em competitividade se houver ação coordenada entre setor privado e políticas públicas para reduzir custos logísticos, garantir previsibilidade regulatória, desenvolver capacidades de gestão multi?moeda e construir estratégias sólidas de gestão de riscos geopolíticos e de abastecimento.[15][16][17][18][14]

Do ponto de vista de gestão de cadeias de suprimento, o desafio é sair de uma lógica puramente reativa a crises para uma abordagem estrutural de resiliência, que considere desde o desenho do portfólio de fornecedores até o posicionamento de ativos logísticos, a gestão cambial e a participação ativa em coalizões internacionais por cadeias de minerais críticos mais diversificadas e responsáveis. Em um mundo em que combustíveis fósseis deixam de ser o único eixo da geopolítica energética e o dólar deixa de ser a única âncora financeira, gestores de SCM terão papel central na competitividade das empresas brasileiras na próxima década.[43][2][13][17][18][22][23]

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

[1] Material and Resource Requirements for the Energy ... https://www.energy-transitions.org/publications/material-and-resource-energy-transition/

[2] Global Critical Minerals Outlook 2024 https://iea.blob.core.windows.net/assets/ee01701d-1d5c-4ba8-9df6-abeeac9de99a/GlobalCriticalMineralsOutlook2024.pdf

[3] Iran war energy shock sparks global push to reduce fossil ... https://www.reuters.com/business/energy/iran-war-energy-shock-sparks-global-push-reduce-fossil-fuel-dependence-2026-03-18/

[4] Iran War and the Energy Transition: Accelerator or Anchor ... https://2025.cedare.org/iran-war-and-the-energy-transition-accelerator-or-anchor-on-net-zero/

[5] Rare earth power: can Europe ever escape its dependency ... https://www.mining-technology.com/features/rare-earth-power-china-europe/

[6] The Invasion of Ukraine and Its Impact on European ... https://moderndiplomacy.eu/2024/08/15/the-invasion-of-ukraine-and-its-impact-on-european-energy-security/

[7] US sets new LNG export records in banner year marked by ... https://www.reuters.com/business/energy/us-sets-new-lng-export-records-banner-year-marked-by-new-capacity-2026-01-02/

[8] FACT SHEET: How the Inflation Reduction Act's Tax Incentives Are ... https://home.treasury.gov/news/press-releases/jy1830

[9] Inflation Reduction Act of 2022: Renewable Energy Tax Credits https://download.pli.edu/WebContent/pm/358857/pdf/04-26-23_1545_139299_1IRAs.pdf

[10] Where Key Clean Energy Tax Credits Stand | Briefing | EESI https://www.eesi.org/briefings/view/121225tax

[11] BRICS and the Shift Away from Dollar Dependence https://chicagopolicyreview.org/2025/10/08/brics-and-the-shift-away-from-dollar-dependence/

[12] Hot Topics in International Trade - December 2025 https://www.jdsupra.com/legalnews/hot-topics-in-international-trade-2591362/

[13] Understanding De-dollarization Among BRICS Nations ... https://www.scielo.br/j/rac/a/pQPSp8k3hzgFfhT8hnyrZTq/

[14] Navigating Brazil's Logistics Revolution: Infrastructure, E ... https://www.imap.com/en/insights/2026/Navigating-Brazils-Logistics-Revolution-Infrastructure-E-Commerce-AI-and-Mergers-and-AcquisitionsShaping-the-Landscape~cv

[15] Energy Crisis in Brazil: A Challenge that Persists until 2025 https://www.gnpw.com.br/en/energy-crisis/energy-crisis-in-brazil-a-challenge-that-persists-until-2025/

[16] Energy & Infrastructure M&A 2025 - Brazil https://practiceguides.chambers.com/practice-guides/energy-infrastructure-ma-2025/brazil/trends-and-developments

[17] A Changing World Order Is a Historic Opportunity for Brazil https://www.bcg.com/publications/2025/a-changing-world-is-a-historic-opportunity-for-brazil

[18] BRAZIL, WORLD LEADER IN ENERGY TRANSITION https://www.gov.br/mme/pt-br/brazil-world-leader-in-energy-transition/presentation/BrazilWorldLeaderinEnergyTransitionCOP30MinistryofMinesandEnergy.pdf

[19] The impact of the Ukraine war on global energy markets https://www.cer.eu/insights/impact-ukraine-war-global-energy-markets

[20] Oil Prices Surge as US–Iran War Threatens Global Energy ... https://energytracker.asia/oil-prices-surge-as-us-iran-war-threatens-global-energy-supply/

[21] The industry will reach the 1 TWh demand milestone ... https://www.facebook.com/groups/veienergy/posts/9556201121107184/

[22] IEA Global Critical Minerals Outlook2024 | PDF https://www.slideshare.net/slideshow/iea-global-critical-minerals-outlook2024/268674772

[23] Global rare earth supply chains at an inflection point? https://www.innovationnewsnetwork.com/global-rare-earth-supply-chains-at-an-inflection-point/64556/

[24] Critical minerals for the energy transition – a mixed picture https://www.enlit.world/library/iea-reports-mixed-outlook-on-critical-minerals-for-energy-transitions

[25] The Impacts of the War in Ukraine on Energy Prices and ... https://www.akademienunion.de/fileadmin/au-uploads/publikationen/Publikationen_PDFs/2022/Sonderimpuls_Versorgungssicherheit_EN.pdf

[26] REPowerEU https://commission.europa.eu/topics/energy/repowereu_en

[27] Energy Fallout From Iran War Signals a Global Wake-Up ... https://broadbandbreakfast.com/energy-fallout-from-iran-war-signals-a-global-wake-up-call-for-renewable-energy/

[28] Maritime Trade Disrupted: The war in Ukraine and its effects on ... https://unctad.org/publication/maritime-trade-disrupted-war-ukraine-and-its-effects-maritime-trade-logistics

[29] The war in Ukraine and its effects on maritime trade logistics https://unctad.org/system/files/official-document/osginf2022d2_en.pdf

[30] Ukraine Conflict Impact on Global Supply Chains 2025 https://www.freightamigo.com/en/blog/logistics/ukraine-conflict-impact-on-global-supply-chains-and-commodities-trade/

[31] How the Russia-Ukraine war has impacted on logistics ... https://gmk.center/en/posts/how-the-russia-ukraine-war-has-impacted-on-logistics-routes-and-supply-chains/

[32] If Fossil Fuels Are War, Renewables Can Bring Peace https://www.meditationsinanemergency.com/if-fossil-fuels-are-war-renewables-can-bring-peace/

[33] The impact of the Russia-Ukraine war on global supply ... https://www.frontiersin.org/journals/sustainable-food-systems/articles/10.3389/fsufs.2025.1648918/full

[34] U.S. LNG Exports Surged at the End of 2024 https://oilprice.com/Latest-Energy-News/World-News/US-LNG-Exports-Surged-at-the-End-of-2024.html

[35] The United States exported 30% of the energy it produced ... https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=65924

[36] Credits and deductions under the Inflation Reduction Act of 2022 - IRS https://www.irs.gov/credits-and-deductions-under-the-inflation-reduction-act-of-2022

[37] USEA Commends Historic LNG Export Record as Proof of ... https://usea.org/article/usea-commends-historic-lng-export-record-proof-energy-dominance-policy-success

[38] The OBBBA: A Major Shift in Federal Clean Energy Tax Incentives https://www.mintz.com/insights-center/viewpoints/2906/2025-09-16-obbba-major-shift-federal-clean-energy-tax-incentives

[39] Indonesia and BRICS Accelerate De-Dollarization with ... https://infobrics.org/en/post/72238

[40] The Road to De-Dollarisation Will Run through Saudi Arabia https://thetricontinental.org/newsletterissue/petrodollar-system/

[41] China's Rare Earth Elements: What Businesses Need to ... https://www.china-briefing.com/news/chinas-rare-earth-elements-dominance-in-global-supply-chains/

[42] Critical minerals, critical decisions: Industrial policy for the ... https://unctad.org/publication/critical-minerals-critical-decisions-industrial-policy-energy-transition

[43] RESOURCING THE ENERGY TRANSITION https://www.un.org/sites/un2.un.org/files/report_sg_panel_on_critical_energy_transition_minerals_11_sept_2024.pdf

[44] Securing Minerals for the Energy Transition: Unlocking ... https://www.weforum.org/publications/securing-minerals-for-the-energy-transition-unlocking-the-value-chain-through-policy-investment-and-innovation/

[45] Critical Minerals for the Sustainable Energy Transition https://unece.org/sites/default/files/2024-04/RMYMG%20-%20Critical%20Minerals%20for%20Sustainable%20Energy%20Transition%20-%20A%20Guidebook%20to%20support%20Intergenerational%20Action.pdf

[46] Critical mineral constraints pressure energy transition and ... https://www.nature.com/articles/s41467-025-59741-y

[47] Critical mineral supply chains and the economics of energy ... https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1674987125001860


Sérgio Paulo - 23/03/2026 17:55 - 46 - 0

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